quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Galáxia do Triângulo - M33

Galáxia do TriânguloGaláxia do Triângulo, também conhecida como M33 (Messier 33) ou NGC 598, é um elemento pertencente ao Grupo Local. A galáxia do Triângulo situa-se a aproximadamente 3 milhões de anos-luz de nós, e pode ser observada na constelação do Triângulo, uma constelação do hemisfério celestial norte.
galáxia do Triângulo é o terceiro maior elemento do Grupo Local, sendo este um aglomerado de galáxias do qual as duas maiores são a galáxia de Andrómeda (M31) e a Via Láctea. Porém, a galáxia do Triângulo (M33) é significativamente mais pequena que estas duas.
A M33 é uma galáxia espiral com cerca de 50.000 anos-luz de diâmetro. Não se conhece ao certo o número de estrelas que fazem parte desta galáxia, porém estima-se que poderá ser um número na ordem das 40 mil milhões de estrelas. Em termos de comparação, a Via Láctea deverá de ter entre 200 a 400 mil milhões de estrelas, enquanto que a galáxia de Andrómeda deverá de ter por volta de 1 milhão de milhões de estrelas.
É possível que a galáxia anã Pisces (uma das mais pequenas do Grupo Local), seja satélite da galáxia do Triângulo. Por sua vez, é possível que a galáxia do Triângulo esteja gravitacionalmente ligada à galáxia de Andrómeda.
Pensa-se que a galáxia do Triângulo foi descoberta pelo astrónomo italiano Giovanni Battista Hodierna, algures antes do ano de 1654. Mais tarde, em 1764, o astrónomo Charles Messier incluiu este objeto celeste no seu catálogo, o famoso Catálogo de Messier, ficando assim catalogado com o nome de M33.
A M33 apresenta uma magnitude aparente de +5,72, ou seja, está no limite daquilo que pode ser observado a olho nu. Só em condições muito excecionais, de céu limpo, escuro, longe da poluição luminosa das cidades, é que tal objeto poderá ser observado sem o recurso a instrumentos de observação.

-Beatriz Oliveira
Galáxia do Triângulo - M33
M33: a Galáxia do Triângulo.

Sonda Espacial Dawn - Vesta e Ceres

A sonda espacial Dawn é uma sonda espacial da NASA que foi lançada em 27 de Setembro de 2007, tendo como objetivo estudar Vesta e Ceres, dois dos principais corpos celestes pertencentes à Cintura de Asteróides. A Cintura de Asteróides é uma região do Sistema Solar que se situa entre a órbita de Marte e a órbita de Júpiter, existindo aí inúmeros asteróides.
sonda espacial Dawn, equipada com vários instrumentos científicos, entrou na órbita do asteróide Vesta, seu primeiro objetivo, no dia 16 de Julho de 2011.
Asteróide Vesta
Foto do asteróide Vesta obtida pela sonda espacial Dawn.
Antes disso, no dia 17 de Fevereiro de 2009, a sonda Dawn tinha passado a poucas centenas de km de Marte, aproveitando assim a força de gravidade do planeta para melhorar a sua trajetória rumo a Vesta.
A sonda Dawn ficou em órbita de Vesta entre 16 de Julho de 2011 a 4 de Setembro de 2012. Durante este período de tempo a Dawn teve o oportunidade de nos transmitir muitas informações sobre este asteróide (que também é considerado um protoplaneta), inclusivamente obter inúmeras fotos do mesmo.
-Beatriz Oliveira

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Os Buracos Negros




Buraco Negro é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dessa região, nem a luz; daí vermos negro naquela região. Matéria (massa) é que "produz" campo gravitacional a sua volta. Um campo gravitacional forte o suficiente para impedir que a luz escape pode ser produzido, teoricamente, por grandes quantidades de matéria ou matéria em altíssimas densidades.Até hoje a melhor teoria para explicar este tipo de fenômeno é a Teoria Geral da Relatividade, formulada por  Albert Einstein.Quanto maior a massa do corpo, maior a deformação e, por sua vez, maior a força de gravidade dele. Consequentemente, maior é a velocidade de escape, força mínima que deve ser empregada, para que um objeto possa vencer a gravidade deste corpo.

Esses tais buracos negros seriam estrelas em seu último estágio de evolução, quando, depois de consumir todo seu combustível, a estrela com massa maior que 3 massas solares, se transformam em uma supernova com um “caroço” no centro. Se a massa deste caroço, que pode ou não se formar, for maior que 2 massas solares ele cai sobre si mesmo, transformando-se em um buraco negro.


- Victor Bruno B.

Curiosidades sobre a Astronomia



-A cada hora, o universo se expande 1,6 bilhões de quilômetros (um bilhão de quilômetros em cada direção).
-Se dermos um sumiço nos átomos, seres vivos, planetas, constelações, galáxias, tudo, tudinho mesmo, o universo continuará pesando três quartos do que pesava antes – ou seja, restarão 73% da sua massa original. 
-Planetas, constelações e galáxias formam apenas 4% do universo. O resto é feito de matéria escura, um tipo estranho de matéria sobre a qual os cientistas não sabem nada. 
-A nossa galáxia, chamada Via Láctea, tem cerca de 200 bilhões de estrelas, embora alguns astronômos acreditem que sejam bem mais do que isso.Em uma noite de céu aberto podemos enxergar cerca de 2.500 estrelas. 
-As constelações mais conhecidas no Brasil são a Cruzeiro do Sul e Órion. A constelação de Órion é, em parte, formada por 3 estrelas alinhadas denominadas As Três Marias. Para os gregos antigos, elas representavam o Cinturão de Órion.
-A luz que vem do sol demora cerca de 8 minutos para chegar a Terra. Pode parecer estranho, mas a luz de muitas estrelas levam milhares anos para chegar até aqui. Se uma estrela que fica a 15.000 mil ano-luz explodir nesse momento, o evento só sera visto da Terra daqui a 15.000 mil anos. 
-A terra gira à 1.600 km/h, mas viaja em sua órbita ao redor do sol a mais de 107.000 km/h.Não sendo exatamente uma esfera seu peso : 5.980.000.000.000.000.000.000 toneladas.


-A Lua se afasta da Terra a uma velocidade um a três centímetros por ano e três metros por século.A temperatura da Lua pode chegar a 100º C durante o dia lunar e -175º C à noite.
-O planeta do Sistema Solar com o maior número de luas é Júpiter, com 63. O segundo lugar fica com Saturno, com 34 luas.Júpiter é duas vezes maior do que todos os outros planetas, satélites, asteroides e cometas do Sistema Solar juntos.
-Existem cinco planetas-anões no nosso Sistema Solar: Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris. Alguns cientistas, no entanto, suspeitam que esse número seja bem maior.


- Victor Bruno B.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Reia - Satélite de Saturno

Reia possui um diâmetro de 1528 km. Reia orbita a uma distância média aproximada de 527.000 km do planeta Saturno. Este satélite demora cerca de 4,52 dias terrestres a completar uma volta ao redor de Saturno, que corresponde ao mesmo tempo que leva a completar uma rotação sobre si próprio. Trata-se portanto de uma rotação sincronizada, característica comum à maioria dos satélites dos planetas do Sistema Solar. Como tal, Reia apresenta sempre o mesmo lado voltado para Saturno.
Reia possui uma atmosfera muito ténue, sendo constituída por oxigénio e dióxido de carbono. Reia é um corpo celeste gelado, composto em parte por água no estado de gelo. Esta lua de Saturno apresenta temperaturas muito baixas. A temperatura pode variar entre aproximadamente -174 ºC no lado voltado para o Sol, e -220 ºC no lado da sombra. Reia é também caracterizado por possuir uma superfície com muitas crateras.
Reia é o segundo maior satélite natural (lua) do planeta Saturno. O satélite Reia foi descoberto em 1672 pelo astrónomo italiano Giovanni Cassini.

-João Lucas

Titã - O maior satélite natural de Saturno

Titã tem um diâmetro equatorial de 5150 km. De todos os satélites existentes no Sistema Solar, apenas Ganimedes, satélite do planeta Júpiter, é maior que Titã. Titã é mesmo maior que o planeta Mercúrio.
Titã orbita a uma distância média aproximada de 1.220.000 km do planeta Saturno e demora quase 16 dias terrestres a completar uma volta ao redor do planeta, que corresponde ao mesmo tempo que leva a completar uma volta sobre si próprio. Isto faz com que Titã tenha sempre o mesmo lado voltado para Saturno.
Em 2004 a sonda Cassini-Huygens, uma missão espacial da ESA e da NASA e também da Agência Espacial Italiana, chegou ao sistema do planeta Saturno. Esta missão incluía a Cassini orbiter e a sonda de pousoHuygens. A sonda Huygens pousou na superfície de Titã em 14 de Janeiro de 2005, revelando alguns dos segredos deste satélite de Saturno. Para além da sonda Huygens, a Cassini orbiter, que ficou em órbita ao redor de Saturno, transmitiu-nos informações sobre a superfície de Titã utilizando vários instrumentos, como por exemplo um radar, entre outros instrumentos.Este satélite de Saturno é o único satélite de todo o Sistema Solar que se sabe possuir uma atmosfera densa. A pressão atmosférica na superfície Titã é cerca de uma vez e meia a pressão atmosférica do nosso planeta Terra. A atmosfera desta lua de Saturno é constituída em mais de 90% por azoto, e em menor quantidade por hidrocarbonetos, tais como metano, etano, entre outros. Pensa-se que ocorrem chuvas de metano em Titã, num ciclo equivalente ao ciclo da água na Terra. A atmosfera de Titã possui uma neblina que impede a observação da sua superfície a partir do exterior.


A superfície de Titã apresenta poucas crateras, indiciando que se trata de uma superfície relativamente recente. A superfície é relativamente plana, ainda que também existam montanhas que ultrapassam 1 km de altura. Porém, o mais notável na superfície de Titã é a existência de lagos de hidrocarbonetos. Antes da chegada desta missão espacial já se suspeitava da sua existência, mas era apenas uma hipótese. A missão Cassini-Huygens veio confirmar as suspeitas. Titã e o planeta Terra são atualmente os únicos objetos do Sistema Solar onde se sabe existir lagos na superfície, ainda que na Terra os lagos sejam de água e em Titã os lagos sejam de hidrocarbonetos. A densidade desta lua de Saturno é de 1,88 g/cm3Para além da sonda Cassini-Huygens, várias foram as sondas que passaram por Titã, nomeadamente: Pioneer 11, Voyager 1 e Voyager 2.

Titã foi descoberto em 1655 pelo astrónomo holandês Christiaan Huygens, sendo a primeira lua de Saturno a ser descoberta. Titã é a maior lua do planeta saturno e o segundo maior satelite natural de todo o sistema solar.
-João Lucas 

Supernova


      Nebulosa do carangueijo (O que sobrou de uma supernova observada em 1054)

Quando uma estrela gigante, com uma massa de pelo menos 10 vezes a massa do Sol, chega ao fim de sua vida produz-se uma explosão a que se dá o nome de supernova. A supernova pode atingir um brilho de muitos milhões de vezes o brilho da estrela antes da explosão. O brilho é de tal forma intenso que pode ser comparável ao brilho de uma galáxia inteira. É uma explosão verdadeiramente notável. Grande parte da matéria da estrela é projetada no espaço. A matéria não expulsa para o espaço torna-se então numa estrela de neutrões, também conhecida por pulsar. Ou então, dependendo da quantidade de massa que restar, torna-se um buraco negro(caso a massa ultrapasse as 3 massas solares).

A última supernova observada na nossa galáxia foi no longínquo ano de 1604. Em 1987 ocorreu uma supernova visível à vista desarmada, mas ocorreu na Grande Núvem de Magalhães, uma galáxia satélite da nossa Via Láctea.

-Victor Caetano